Liberte-se do Xadrez – Dicas de Camisaria

novembro 29th, 2011

RICARDO OLIVEROS

Colunista do UOL

Camisa xadrez é um clássico do guarda-roupa casual. Há, porém, boas alternativas para variar quando quiser sair para jantar, ir a festas informais ou passear nos finais de semana. Aproveite o verão para investir na onda retrô que trouxe de outras décadas as peças em jeans, as estampas florais, o estilo “navy” (marinheiro), assim como colarinhos e punhos em cores contrastantes. Afinal, ter um acervo de camisas em xadrez pode dar a impressão de que você está sempre com a mesma roupa. Ou que não tem imaginação!

Para te ajudar nesta missão de libertar-se (não livrar-se, afinal, o xadrez é um ótimo aliado de estilo) desta escravidão de padronagem, conheça as camisas que estarão em alta no verão e veja dicas de como usá-las.

1. Camisa jeans

Na verdade esta peça é feita em “chambray”, um tecido parecido com o jeans, mas bem mais leve. Ela foi usada no começo do século 20 como parte do uniforme da marinha americana. Entrou na moda na década de 1980 e foi muito usada no “casual friday”, que surgiu nos Estados Unidos, onde as empresas permitiam que os funcionários usassem roupa casual nas sextas-feiras. Sua volta se deu no inverno de 2010 e continua firme e forte para o verão.

Este modelo de camisa pode ser usado com calças claras de chino, linho, algodão, tanto abertas com camiseta por baixo para um conjunto mais despojado quanto fechadas por fora da calça, quando precisar parecer mais arrumado. Uma tendência forte é usá-la com calça jeans, em visuais monocromáticos, ou seja, com tudo no mesmo tom ou em contraste, com uma peça em cor mais escura e a outra, mais clara.

2. Camisa floral


A estampa “liberty” é feita de flores miúdas e tem um fato interessante na sua história. Uma das correntes ou nomes que o Art Nouveau – movimento artístico do seculo 19, que se inspirava nas formas da natureza aplicadas na arquitetura e design – recebeu foi o “liberty”.  O nome tem origem em sir Arthur Lasenby Liberty, dono de uma loja inglesa de decoração, relógios, joias, tapetes e tecidos. Em 1884, Liberty começou a mostrar desenhos florais no estilo que leva seu sobrenome, e tecidos fabricados com esta estampa. A famosa dançarina Isadora Duncan tinha vestidos com tecidos de lá, o escritor Marcel Proust os usava em gravatas. Sua fama conseguiu sobreviver ao “art nouveau” e seus tecidos foram aproveitados por grandes estilistas como Paul Poiret, Yves Saint Laurent e Cacharel. Esta história foi contada pelo museu Victoria & Albert de Londres em uma grande exposição em 2008.

As camisas com esta estampa estão de volta e são fáceis de combinar com jeans ou num conjunto elegante com calças claras de alfaiataria em linho. Além das estampas miúdas, temos as flores maiores. Neste caso, procure algum tom dominante para fazer combinações ou use com jeans e bermudas em tons pastel para não ter erro.

3. Camisa azul


A influência militar na moda é maior do que se imagina. Muitas peças que usamos tem origem no exército, na marinha e na aeronáutica. O estilo “navy” (naval ou marinheiro em inglês) é um deles. A estilista Coco Chanel causou furor quando lançou, nos anos 1920, uma camiseta listrada usada com calça azul marinho. De lá para cá, a inspiração em motivos náuticos virou um clássico do verão.

Para não correr o risco de sair fantasiado de marinheiro, experimente combinar a tradicional camiseta listrada com calça ou bermuda brancas e sapato estilo “docksider” ou tênis náutico.

4. Camisas com detalhes diferenciados


Sabia que os colarinhos têm muitas vezes mais importância do que a própria camisa? No período da Renascença (séculos 13 a 17) era moda entre a nobreza usar colarinhos e punhos bem brancos. Já as classes menos favorecidas tinham estas peças separadas para facilitar a lavagem. Este era um dos indícios da separação de classes.  Em 1930, o termo “colarinho branco” foi usado pelo escritor americano Upton Sinclair para designar os trabalhadores de instituições financeiras e burocráticas em oposição aos “colarinho azuis”, os de trabalhos braçais. É daí que surge o “crime do colarinho branco”, que por aqui está, infelizmente, na moda.

Cores de colarinhos diferentes da camisa também foram usadas nas décadas de 1930 e 1940 e voltaram a ficar em alta na década de 1980 com os “yuppies”, classe emergente que ficou milionária em transações na Bolsa de Valores. Hoje, além do uso formal de colarinhos destacados, temos versões de camisas casuais com detalhes diferenciados como palas em tecidos diferentes, vista (parte que encobre os botões) em cores contrastantes ou o viés colorido em pontos estratégicos como bolsos e punhos.

Estas camisas podem ser usadas de maneira mais elegante com calças de alfaiataria e de forma casual com jeans. Correndo por fora temos a bata, camisa tipo “pijama” e estampas de bolinhas, que começaram a aparecer no Hemisfério Norte há duas temporadas.

5. Camisas em xadrez “vichy”

O “vichy” é um xadrez bicolor tendo como base o branco e surgiu na cidade francesa de mesmo nome. Era usado nos vestidos de verão no final do século 19 e atingiu seu auge nas décadas de 1950 e 1960, quando foi usado em todas as peças femininas, como saias, calças, biquínis. A partir desta época começou a aparecer também nas camisas masculinas.

Por ser o mais simples dos xadrezes e ter muito branco, o “vichy” é ideal para o verão e combina com jeans, calças claras ou escuras e bermudas lisas. As camisas com mangas longas podem ser dobradas e usadas com camisetas por baixo para uso noturno ou em dias de menos calor, enquanto as de manga curta enfrentam o dia todo.

O que melhor combina com você?

novembro 28th, 2011

Por: Priscilla Fernandes

prizinhafer@hotmail.com

Como todos dizem, o dia do casamento é o momento em que a noiva brilha e rouba todas as atenções! Mas não existe uma razão para os noivos ficarem para trás, e não mostrarem elegância e charme na hora de dizerem o famoso SIM!

Seguindo o perfil de seus clientes, Christiano D´Carlos é o responsável por dar vida as camisas sob medida. Com um trabalho que segue a ordem da exclusividade, o alfaiate diz que cada peça criada é única e que traduz artesanalmente o estilo que cada cliente pede.

Levando em média 15 dias para uma camisa ficar pronta, o processo é feito a partir do molde desenhado de acordo com o corpo do noivo. Detalhes como a escolha do tecido, modelo do colarinho e até mesmo a decisão por um punho simples ou duplo, são seguidos pessoalmente por Christiano. Pois segundo ele, o seu maior objetivo não é oferecer o mais caro nem o mais barato, e sim o que melhor combina com a personalidade dos noivos.

TURQUESA SÃO PAULO
Al. Lorena, 1304 – cj. 611 – Jardins
Tel: (11) 3061-9244
www.turquesasp.com.br

Por: Priscilla Fernandes

prizinhafer@hotmail.com

leia a matéria diretamente do site:

http://www.topcouples.com.br/conteudo-aberto/conteudo/503/categoria/7/subcategoria/Noivos-sob-medid

Saiba como ousar na combinação da gravata com a camisa

setembro 7th, 2011

por Ricardo Oliveros

Usar gravata não necessariamente é sinônimo de monotonia. Você pode combinar diferentes padrões e cores, ainda mantendo-se elegante. Os mais fashionistas podem aproveitar a onda retrô e aposte também nos modelos de crochê e borboleta.

Gravata azul marinho estampada usada com camisa azul clara listrada, modelo de crochê com camisa xadrez e gravata rosa claro texturizada com modelo xadrez: ousadia com elegância para qualquer situação.

Uma combinação moderna de gravata com camisa é misturar diferentes padrões como listras e pois (bolinhas). Camisa em tricoline de algodão egípcio listrado fio 100 com gravata rosa de seda italiana; R$ 390 e R$ 148 (respectivamente), na Turquesa (Tel.: 11 3061-9244)

TONS QUENTES NOS DETALHES

Procure experimentar um modelo de gravata com tons mais quentes como vermelho, por exemplo. Elas ficam ótimas quando combinadas com camisa rosa (num tom clarinho) e usadas com terno azul-marinho ou cinza. Não tenha medo de exagerar, afinal, o tom forte e chamativo está num detalhe pequeno (no caso, a gravata), e serve para iluminar, para dar graça à sua produção. Sobre as camisas em tom rosa claro, há tempos já foram liberadas até para os mais conservadores.

ENGRAVATADOS FASHIONISTAS

Um “hit” da década de 80 que voltou com força total é a gravata de crochê. É uma boa opção para sair do feijão-com-arroz, pois tem uma textura interessante e cores mais fortes que dão uma “levantada” nas camisas mais clássicas como as brancas e azuis. Neste caso, o look ficará mais fashionista, por isso exige uma personalidade que tenha interesse especial por moda.

Outro modelo retrô que está de volta para os “engravatados fashion” é a gravata xadrez e a borboleta, que viraram febre entre os “preppies” (em inglês é abreviação do termo de “Preparatory School”) de Nova Iorque e da Europa, ou seja, rapazes e moças de classe alta que frequentam escolas particulares e que sabem misturar referências de estilo, lançando várias tendências de moda. Séries como “Gossip Girl” ajudaram a difundir esta tribo atualmente.
Depois de ensinar o básico sobre combinações de gravatas e camisas, o Hora H aproveita a primavera que está chegando para sugerir um pouco mais de ousadia. Já pensou em usar cores mais fortes e fugir um pouco da clássica combinação branco e azul para variar um pouco?

Para começar, você pode investir em camisas listradas combinadas com gravatas com padrões diferenciados como relevos, desenhos pequenos e até com listras. O segredo é usar um tom mais próximo das listras da camisa e elegê-lo como base. Para dar o destaque para a gravata, se a camisa for clara, use gravata mais escura. No caso de preferir juntar listras com listras, procure usar uma equação simples: camisa de listras finas fica bem com gravatas de listras mais grossas e vice-versa.

Alfaiataria e Camisaria sob Medida

maio 2nd, 2011

Num desses casos em que a vida imita a arte, Sir Michael Caine saiu de “Um Golpe à Italiana” não apenas com uma lição sobre como usar um terno cortado à moda da Sicília – terno ajustado e longilíneo para seu quase 1,90 metro de altura e gravata, camisa em branco tom-sobre-tom e paletó de três botões (detalhe até hoje considerado chiquérrimo pelos bons alfaiates da terra de Giorgio Armani e Ermenegildo Zegna). Consigo, Caine levou o endereço do alfaiate que vestiu seu personagem gângster. Do filme de 1969 para cá, o ator inglês se tornou um ícone de estilo para os homens – pelo menos para aquela fatia interessada em aparência impecável. O segredo “cainiano” permanece o mesmo ao longo das décadas: Douglas Hayward, cujas tesouras ainda estão na ativa em plena Savile Row, rua em Londres que se tornou a meca da alfaiataria sob medida. Ao incorporar o jeito italiano de cortar um terno, bem mais à vontade, ainda que impecável, do que a rígida alfaiataria inglesa, Hayward revolucionou a tradicional escola de Savile Row – similar ao que Yves Saint Laurent fez na alta costura, à mesma época, para as mulheres.
Não há equivalente no Brasil a uma rua como a Savile, onde alfaiates e seus metros de lã super 200 – o fio que mora no topo da pirâmide dos tecidos finos –, mais de 40 tons de cambraia azul para cortes de camisas e padronagens que incluem risca-de-giz roxas ou verde-limão se encadeiam elegantemente um porta ao lado da outra. Mas há em São Paulo um seleta de homens que dominam, em alguns casos numa sabedoria passada de geração a geração, a arte do corte e da costura. Instalados em ateliês e igualmente rodeados por tecidos, pequenos rolos de retalhos especialmente guardados para a manutenção de punhos e colarinhos das camisas, e um café bem passado sempre a disposição dos clientes, os alfaiates finos da cidade atendem uma clientela que sabe o que significa se vestir à Michael Caine.

As camisas são um caso a parte. Além do já tradicional serviço de bordado das iniciais do nome no bolso, a mão, a camisaria Turquesa São Paulo batiza as adaptações exclusivas dos três tipos de colarinhos básicos (clássico, italiano e francês) com o sobrenome do comprador. “Caso outro cliente queira encomendar um igual, pedimos autorização do autor para reproduzi-lo”, diz Christiano D’Carlo, 37, proprietário do ateliê. E, como em todo serviço de luxo, os produtos são feitos para durar uma vida. Portanto, é possível substituir apenas os punhos e o colarinho para voltar a ter uma camisa novinha em folha.

Turquesa São Paulo – (11) 3061-9244 – www.turquesasp.com.br faleconosco@turquesasp.com.br

A Roupa da Realeza

abril 29th, 2011

Talvez uma das mais tradicionais e antigas alfaiatarias em atividade em pleno século XXI.

Todos os olhares e comentários voltados para a noiva, seu vestido e os vestidos das convidadas.

Mas e as roupas dos Homens? Neste caso, muitos convidados optaram por roupas sob medida, feitas por Alfaiates com tradição.

Dentre as várias casas de Roupa sob Medida posso destacar uma em especial, a Alfaiataria Henry Poole & Co.

Localizada na Savile Row, a rua londrina mais tradicional do Mundo quando se fala em Alfaiataria e Roupas sob medida, a Alfaiataria Henry Poole & Co.  passa pelos anos e decadas intácta.

Fundada em 1806 pelo Alfaiate Henry Poole e posteriormente administrada por seu filho Henrry, esta alfaiataria recebeu a confiança da Realeza Britânica para a confecções dos uniformes militares além do prestígio alcançado pela impressionante relação de clientes ilustres, que encomendam suas roupas sob medida.

Essa tradição vem desde o século XIX com roupas feitas para Reis, Imperadores, Chefes de Estado e Clientes poderosos que vêem de outros Países para tirar suas medidas pelos Alfaiates Ingleses da Henry Poole.

Hoje, no casamento do Príncipe William e Kate, muitas roupas sob medida puderam ser exibidas.

Classe, elegância e roupas bem cortadas foram a moda nas imediações do Palácio de Buckingham.

Fotos: Henry Poole & Co.

Review – Casamento Real

abril 29th, 2011

Confiram a ótima matéria do Jornalista Ricardo Oliveros para Uol sobre o os detalhes da roupa do noivo e dos homens convidados para o casamento real.

Os Clássicos da Camisaria sob Medida

abril 19th, 2011

Com a chegada do inverno, aproveite para variar as cores das camisas com tecidos e desenhos clássicos.

1. Herringbone ou Escama
Esse desenho é um clássico. Muito usado nas camisas masculinas por ser uma alternativa aos tecidos lisos. Vai bem tanto no social como no casual.

2. Tricoline
É um dos tecidos mais utilizados em camisaria. Sabe aquela camisa básica branca (bem branca)?

Em 99% dos casos é feita de tricoline. Neste caso a qualidade do algodão pode variar, desde o algodão básico ao algodão egípcio.

3. Fil a Fil
Tecido composto por um fio tingido da cor predominante do tecido e outro fio branco, produzindo um efeito mesclado ao tecido. Toque suave e agradável para usar durante o ano todo.

4. Oxford
Tecido encorpado de origem inglesa. O entrelaçamento dos fios é composto sempre por um fio branco e outro colorido formando um efeito cheio de pontinhos no tecido. Diferentemente do fil a fil, o oxford é um tecido bem encorpado e muito usado na camisaria esporte.

5. Pin Point
Semelhante ao oxford porém com um toque mais suave e os pontos do tecido são menores.

Saiba escolher o tecido de sua camisa

abril 14th, 2011

São várias as características de uma camisa.
Uma boa camisa sob medida deve ser feita, antes de mais nada, com tecido 100% algodão ou seja, totalmente com fibras naturais.

Porque fibras naturais? Não necessariamente só o algodão é uma fibra natural mas o linho também é natural e ótimo para o verão.

As fibras naturais deixam o tedido “respirar” e permitem a troca de calor com o corpo.

Existem várias opções de tecidos, várias cores, várias padronagens mas o importante mesmo é saber escolher a opção que mais combina com você, como o seu perfil e principamente com a ocasião.

Podemos ir do preto ao branco, passando pelos tons de azul, lilás ou rosa mas não aidianta usar determinada camisa ou cor só porque está na moda.

Acho que o ideal é começar pelas camisas lisas e com cores claras e suaves. prefira o branco básico, e azul claro.

No próximo post podemos aprofundar os tipos de tecidos seguindo a mesma linha clássica de tons claros.

abraço

Christiano

Sapatos Clássicos

abril 14th, 2011

Geralmente em couro ou camurça, são modelados na forma com bico clássico, redondo ou quadrado. O preto pode ser em verniz, para noites de gala, ou em cromo, para o uso no dia-a-dia. Procure usar as meias sempre no mesmo tom do sapato. Roupas pretas e azul-marinho devem ser usadas com sapato preto e meia preta.

Os sapatos devem combinar com os ternos? Existe alguma regra de combinação dos sapatos com o resto da roupa?
Sim. Roupas escuras, como o preto e o azul, devem ser usadas com sapato preto e meia preta. Roupas bege ou cinza, com sapato marrom e meia no tom da calça.

Tecidos Texturizados (falsos lisos)

abril 14th, 2011

Os tecidos texturizados, também chamados de maquinetados, oferecem uma grande variedade de texturas e relevos que vão do clássico desenho de espinha de peixe até os modernos padrões diagonais.
É uma ótima opção para quem deseja, ao mesmo tempo, um tecido discreto e que fuja do tipo liso.
Esses tecidos são clássicos no universo das coleções dos camiseiros, das camisarias e de quem costuma fazer camisas sob medida.

Tecidos maquinetados com desenhos em diagonal